Olá Rainhas,
Estou muito feliz em encaminhar a minha receita de Barreado a vocês. Como disse em outras mensagens sempre visito o site e estou sentindo uma responsa muito grande em apresentar uma receita aqui.
Ai Ai Ai Meu Deus do Céu .... que frio na barrigaaaaa.
Uma breve história do nosso prato típico:
O barreado foi uma comida criada pelos tropeiros, e o sistema de cozimento era muito mais complicado do que eu vou apresentar aqui.
O pessoal da época era meio desprovido das tecnologias que temos a disposição hoje kkkkkk, portanto eles utilizavam panela de barro e a lacravam com farinha de mandioca para criar a pressão, e colocavam a panela em um buraco com fogo para cozinhar. Afffffffff que empenho.
Até convenci o maridão a fazer o buraco no quintal de casa, mas acabei desistindo da idéia e me agarrei à panela de pressão, muito mais prática para nossos tempos modernos rs......e olha que até mesmo na panela de pressão a comida demora para ficar pronta.....mas como sei que as lindas e maravilhosas Rainhas sabem o significado de uma boa comida, vamos encarar essa empreitada.
Tenho que confessar aqui que tive ajuda de muitas pessoas para fazer este prato maravilhoso, visto que não sou uma cozinheira profissional.......kkkkkkkkk então agradeço ao Maridão Marcelo, a minha Filha querida Gisele que estava sempre ao redor, a querida tia Mari e todos que ficaram em volta do fogão aguardando o tão esperado prato do dia.
Decidimos fazer o Barreado para comemorar o Dia das Mães e meu aniversário que coincidentemente este ano caíram juntos e como somos Paranaenses nada mais original do que degustar nosso prato típico.
Pessoal como prometido segue a receita com minhas adaptações, é claro.........hehehe, mas quem quiser comer o original Barreado na panela de barro vale a pena visitar Morretes no Paraná que é um lugar maravilhoso e de gastronomia impecável, fica bem pertinho de Curitiba.
Ingredientes para 20 pessoas
• 05 Kg de carne magra sem osso (paleta, alcatra etc..);
• 500 gramas de bacon fatiado (aqueles prontos);
• 01 kg de tomates maduros, rijos, sem pele picados;
• 01 kg de cebolas de tamanho médio picadas;
• 02 pés inteiros de alho poro picados;
• 01 colher de sopa (cheia) de cominho em pó;
• 02 maços de cheiro verde picados;
• 10 folhas de louro;
• 03 colheres de sopa de sal;
• 01 colher de sopa de pimenta do reino moída;
• 01 cabeça grande de alho descascada e moída;
• 02 noz moscada ralada;
• 01 copo de vinho tinto;
• 02 litros de água (+/-).
Para acompanhar
• Farinha de mandioca branca fina
• Banana caturra ou nanica
• Pimenta malagueta
• Cachaça (da boa)
• Purê de mandioca
Cortando a carne:
Observe o sentido da fibra da carne antes de iniciar o retalhação da peça. Corte a carne em tabletes, em forma de quadrado com cerca de 6 cm de comprimento. As fibras devem estar dispostas no sentido longitudinal, ou seja, no sentido do comprimento do tablete. Isto fará com que a carne se transforme em fios longos após o Barreado estar no ponto (algo parecido com uma estopa de polir carro, rs...). Coloque a carne picada numa bacia com o alho e o vinho e deixe repousar, preferencialmente de um dia para o outro.
Picando as verduras:
Picar os tomates sem pele, a cebola, o alho poro e cheiro verde.
Preparando a panela:
Inicialmente, forre o fundo da panela com uma camada de bacon fatiado, após coloque punhado de cebola e tomates e uma camada de carne em cubos. Faça uma terceira camada com temperos. Repita estas três camadas até o conteúdo ocupar mais ou menos 3/4 (três quartos) da panela. Acrescente os ingredientes proporcionalmente em cada panela de pressão. Tampe as panelas e leve ao fogo.
Para esta receita usei 03 panelas de pressão de 5 litros.
Levando ao fogo:
Tradicionalmente, o Barreado é feito em fogão a lenha, mas nada impede que seu cozimento se dê em fogão a gás. Para isto, são necessárias algumas providências: a chama tem que estar no ponto mínimo após a fervura. O Barreado deve ser levado ao fogo com pelo menos 3 horas de antecedência (para fogão a gás) do momento de ser servido. Para saber se está no ponto, a carne deve estar se desfiando e o caldo consistente.
Eu fiz no fogão a gás e no final coloquei no fogão a lenha para finalizar o cozimento.
Tempo de cozimento:
Coloquei no fogão em fogo médio as 9:30 e retirei ao 12:30, sempre tomando cuidado para não queimar no fundo, se necessário abra a panela e acrescente mais água.
Compondo a mesa:
Originalmente, o Barreado é servido com arroz, farinha de mandioca, banana-caturra ou nanica e pimenta malagueta, entre outros acompanhamentos.
Montando o prato:
Forre um prato fundo com a farinha de mandioca fina branca, coloque o barreado por cima e para finalizar coloque a banana.
Servindo o Barreado:
Coloque na mesa, preferencialmente, uma cachaça fina para aperitivo. Na falta, caipirinha para abrir o apetite ou vinho para acompanhamento. Uma cervejinha também pode... kkkk.
Importante, anuncie o Barreado solicitando a cada pessoa degustar uma cachacinha antes de partirem pra o crime.
Agora é só deliciar este prato típico e maravilhoso do meu querido Paraná.
Beijocas no coração de todas as Rainhas...
***
Ave Maria! Já falei que eu sou doida por pratos típicos né Fabíola? E esse Barreado eu comi uma única vez e achei fantástico.
Muito obrigada por fotografar o passo-a-passo para o Rainhas e por compartilhar sua receita conosco comadre!
Bjinhos gratos,
Faby
Comadre
Ah! E eu estou apaixonada pelo seu fogão a lenha :)
Não vou dizer que o mistério das trufas, a delicadeza dos mirtillos, a excentricidade dos cogumelos, a elegância da Dijon, a perfeição do pesto e dos queijos mais finos, o negrume do shoyo, e todo o sem-fim de ingredientes inebriantes que fazem comida pelo mundo à fora, não seduzam todos os meus sentidos, mas é a cozinha brasileira que alimenta a minha alma.
As mil possibilidades da mandioca, a brancura do coco, o calor da pimenta de cheiro, a explosão de cores e sabores das nossas frutas tropicais, a promessa do cacau, o cheiro do café, os mil feijões, os frágeis beijus, a versatilidade do milho, o afetuoso açúcar, as outrora pobres carnes-secas, os inúmeros mariscos e peixes de nossas águas e a pupunha de nossas palmeiras, a densidade do dendê...
Não, definitivamente toda essa indumentária brasileira de comer, as maneiras, os segredos, a distinção e riqueza de tradições de cada região, cada uma a seu modo, e todas, absolutamente todas, deliciosas, fazem da nossa culinária uma referência de riqueza e beleza gastronômica indiscutíveis.
Salve o tucupi, a maniçoba, o açaí, o tacacá, o cupuaçu, o tambaqui, o pirarucu, e a castanha da região Norte!
Salve o pacu, a piranha, a sopa paraguaia, as chipas, as saltenhas, a linguiça de maracaju, o arroz de guariroba, o caribéu, o caburé, o biscoito do céu, o furrundum, o empadão goiano, a pamonha, o pequi, os alfenins, o arroz de puta rica, e as flores de coco da região Centro-Oeste!
Salve a moqueca e a torta capixabas, o ora-pro-nóbis, o torresmo, o tutu, o angu, as broinhas, o bolo de fubá, o queijo-de-minas, a feijoada carioca, o bolinho de bacalhau, o aipim frito, o filé oswaldo aranha, a sopa Leão Veloso, o camarão com chuchu, o picadinho, a bertalha refogada, o cuzcuz paulista, o filé do Moraes, as rãs da Inezita Barroso, os pastéis de feira, o farnel, a farofa de içás, a jacuba, e a goiabada cascão da região Sudeste!
Salve o barreado, a tainha na telha, o arroz de carreteiro, o arroz com origone, o galeto ao primo canto, a ambrosia, o churrasco e o vinho quente da região Sul!
Brindemos com cachaça a esse divino banquete. Sim, porque a nossa cozinha é coisa dos deuses.
Amém!
Referências: Viagem Gastronômica através do Brasil, meu livro de receitas mais querido.
Olá Faby,
Acesso o site todos os dias, e depois que o descobri tiro foto de todos os pratos que faço.
Ingredientes
Para a moqueca:
1 embalagem de 200ml de leite de coco
1kg de badejo cortado em postas e 1/2 Kg de camarão filé
sal, alho, suco de limão e pimenta-do-reino a gosto
3 pimentões cortados em rodelas finas (vermelho, amarelo e verde)
1 cebola grande cortada em rodelas
1 xícara de chá de polpa de tomate
4 colheres de sopa de cheiro-verde
4 ramos de coentro fresco picado (Usei salsinha picada)
4 colheres de sopa de azeite dendê ou azeite (Usei 1/2 colher de sopa de dendê)
Para o pirão:
1 cabeça de peixe
½ litro de água
1 cebola picadinha e 1 tomate picadinho
1 maço de cheiro verde
1 xícara de chá farinha de mandioca
1 colher de sopa de azeite de dendê ou azeite de oliva
2 ou 3 ramos de coentro fresco picado
Sal a gosto
Preparo Moqueca: Soque o alho e parte do coentro picado; misture o sal, a pimenta-do-reino, o suco de limão e tempere o peixe. Deixe tomar gosto por meia hora. (Temperei o peixe só com sal e limão).
Numa panela de barro ou ferro, monte a moqueca em camadas, alternando os pimentões, a cebola, a polpa de tomate e as postas de peixe; tempere com um pouco de sal, salpicando cada camada com coentro picado e o cheiro-verde.
Leve ao fogo médio, com a panela tampada e cozinhe por cerca de meia hora, ou até que o peixe fique macio. Acrescente os camarões e cozinhe por mais 5 minutos. Acrescente o leite de coco e o azeite. Deixe levantar fervura por 1 minuto e sirva em seguida, acompanhada de arroz branco e pirão.
Pirão: Coloque a cabeça do peixe numa caçarola funda e cubra com a água. Leve ao fogo baixo e cozinhe por cerca de meia hora após levantar fervura. Passe o caldo por uma peneira. Retire alguns pedacinhos de carne de peixe da cabeça cozida e separe. Numa panela em fogo baixo coloque o azeite acrescente os pedacinhos de peixe (retirados da cabeça), o tomate, a cebola, o cheiro verde, o sal e refogue. Despeje aos poucos a farinha de mandioca, mexendo rapidamente com uma colher de pau para não empelotar. (Eu coloquei um pouco do caldo da moqueca nesta hora - umas 4 conchas - e continuei mexendo). Sirva em seguida.
Beijos,
Renata
***
Renata, minha filha, eu quero essa moqueca. E quero djá! Hohoho.
Obrigada pela receita.
Bjuca!
Faby
Não é Sopa: Crônicas e Receitas de Comida - Nina Horta
Bem antes de começar a escrever suas crônicas culinárias no jornal Folha de São Paulo, em 1987, a quituteira Nina Horta exercitava sua aptidão para falar de temas inteligentes e sensíveis, tomando como ponto de partida a comida. Passar isso para o papel foi só uma questão de oportunidade. A reunião dos textos publicados nesta edição deixam clara a importância de Nina para o cenário da gastronomia brasileira contemporânea. Como os grandes escritores europeus e americanos do gênero, ela esbanja estilo e profundidade ao falar de assuntos como a comida de alma, relembrar pratos que deixaram marca em sua memória gustativa, recordar pessoas que se foram e de quem ela herdou muito da sabedoria gastronômica que possui. As receitas são pura conseqüência de sua habilidade para dourar as coisas mais simples da vida, como comer bem.
***
Eu li esse livro há uns quatro anos atrás - infelizmente ele não era meu e sim da nossa "locadora" de livros, a farta biblioteca do Sesc Pompéia.
Digo infelizmente por que acho sinceramente que todo mundo que gosta de crônicas e de comida deveria ter um exemplar desse. Eu mesma, sempre que vou a algum sebo, aproveito para vasculhar e ver se o encontro (meus melhores e mais caros livros foram garimpados em sebinhos).
Lembro perfeitamente de várias passagens desse livro - que passeia por crônicas hilárias, fala de outros livros e filmes, brinca até com a Mafalda - e da forma como a coisa da "comida de alma" me emocionou, a ponto até de me fazer chorar.
Tem uma coisa que ela diz, sobre um mingau da avó, que me fez lembrar da minha infância. Lembrança terna, é verdade, mas ao mesmo tempo cheia de saudade (e saudade sempre dói né?).
Saudade da minha vovozinha que é, de longe, a figura mais importante na minha vida. Saudade lá da minha terra onde ela vive e para onde eu consigo ir cada vez menos por conta dessa vida maluca que eu escolhi viver aqui na "cidade grande".
Saudade de quando ela fazia bolinho de chuva pra gente fazer de comidinha nas brincadeiras de casinha... do cheiro que ficava na casa cada vez que ela fazia bala de côco, da nega maluca dela, do molho de tomate que passava quase que o dia todo no fogo, no gnochi de batata dos domingos quando a cozinha ficava coberta de farinha por todos lados e as crianças adoravam a farra, do escabeche de sardinha (até hoje a única forma em que eu já consegui comer sardinha), do bolo "simples" que ela fazia pra gente tomar no café de tardinha, da sopa de mandioca, do pão caseiro crescendo debaixo dos cobertores...
Ah... saudade é uma coisa que dói né? Dá um nó na garganta, um frio na boca do estômago.
O livro da Nina Horta faz isso com a gente. Nos leva a lembranças, nos remete a sensações despertadas pela comida da nossa infância, ou mesmo da comidinha para alma que alguém te ofereceu no momento em que você mais precisou... aquele miojo que sua amiga de apto fez quando você brigou com o namorado e chegou em casa chorando.
E miojo pode ser comida para alma? Claro que pode. Comida para a alma é aquela que apazigua, que vem carregada de carinho... mesmo que para fazê-la tenha sido preciso apenas abrir uma embalagem.
Cuscuz de surubim
(receita enviada por Gisele Montenegro)
Meninas queridas
Adoramos peixes da Amazônia.
Fui a loja da Sadia, na Vila Anastácio e encontrei estes saquinhos de peixe da Nativ (http://www.nativpescados.com.br/nativ2/webpt/).
Experimentei o lombo de Tambaqui. Sem espinhos, congelados separados: você consegue tirar um ou dois pedaços, sem precisar descongelar todo o pacote. Super prático.
Com a receitinha (anexa), fornecida pela promotora, comprei o filé de Surubim e fiz o cuscuz.
Ficou muito bom. Seguem as fotos para aguçar o apetite.
Bjs
1 embalagem de 200gr de filé de surubim Nativ
2 colheres sopa de azeite de oliva
2 colheres sopa de óleo de girassol
1 celoa picada
1 folha de louro
1 dente de alho amassado
6 tomates sem pele e sem sementes cortados em cubos
3 colheres sopa de extrato de tomate
50g de ervilha congelada pequena
200g de palmito cortado em cubos
50g de azeitonas verdes cortadas em tiras
1/2 pimenta dedo de moça corata em brunoise
400gr de farinha de milho amarela em flocos
100g de farinha de mandioca
2 colheres de salsa picada
300ml de caldo de peixe
para decorar:
2 ovos cozidos em fatias
2 tomates em fatias
folhas de salsa
7 talos de cebolinha verde
azeite para untar
1 forma de pudim
Tempre os filés com sal, pimenta, suco de 1 limão e reserve. Numa panela aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho, em seguida o tomate. Junte o surubim, deixe cozinhar e adicione caldo.
Em seguida metade do palmito, as ervilhas, as zaeitonas e o louro. Deixe ferver por alguns minutos. Adicione as farinhas aos poucos ao cozimento, mexendo, e deixe cozinhar até engrossar. Coloque a salsa.
Unte com azeite a forma de pudim. Sobreponha nas laterais e no fundo os ingredientes da decoração.
Coloque metade da massa de cuscuz, coloque o surubim e por fim o restante da massa do cuscuz apertando bem com o auxílio de uma colher, para moldar na fôrma.
Desenforme e sirva.
Rende 12 porções.
Bolo de mandioca
(receita enviada por Beatriz Silvestri Camargo)
olá kátia, fiz um bolo de mandioca (receita de família) era da minha avó, sei que ja tem outras receitas ai, mas esta é diferente e eu gostaria muito de compartilhar com vcs, agradeço muito a oportunidade, aqui vai a receita:
um abraço,
Bolo de mandioca
1 kg de mandioca triturada no liquidificador
1 pcte de 100g de côco ralado
1 vidro de leite de côco
4 ovos inteiros
2 copos de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina sem sal
2 copos de leite
1 colher (chá) de sal
Modo de fazer
Bater bem no liquificador os líquidos e ir juntando a mandioca cortadinha em pequenos pedaços, após em uma tigela misturar o côco ralado e colocar em forma com buraco ou de sua preferência já untada com manteiga, assar em forno pré-aquecido a 255 graus, até dourar, leva mais ou menos 1h e meia dependendo do forno, desenformar depois de frio.
No domingo foi aniversário da minha mãe e eu fiz uma costelada em casa para ela e seus convidados. Videokê até altas horas, quase 10Kg de costela no forno à moda da Faby, farofa de feijão de corda e manteiga de garrafa (a sensação da festa), salada e claro, mandioca cozida, o que na minha opinião é o que melhor acompanha a costela.
No final da festa, a única coisa que sobrou foi a mandioca cozida que hoje, graças à temperatura siberiana que faz lá fora, virou uma sopa creme deliciosa.
Comprei um pouco de cubos para ensopado (eles usam carne de segunda de onde é retirada toda a gordura) e levei à pressão com azeite, cebola, alho, folhas de louro, pimenta branca e sal. Dourei muito bem (veja a cor da sopa) até quase "pegar" no fundo da panela, cobri com água e deixei cozinhar até a carne praticamente desmanchar.
Depois de cozida, separei o caldo da carne e levei ao liquidificador com a mandioca já cozida (aqueci previamente no microondas) e bati até formar um creme. Levei de volta à panela da carne e deixei que tudo cozinhasse junto por mais alguns minutos. Acertei o sal, coloquei uma pitada de noz moscada e já na sopeira salpiquei salsinha picada.
Dessa mesma forma você pode fazer a sopa substituindo a mandioca por abóbora, mandioquinha, batata, batata doce... de toda forma fica boa.
O resultado aqui foi uma sopa deliciosa, encorpada e cheia de sustância, boa para preparar o espírito para a madrugada fria que virá - segundo o noticiário teremos 10ºC.
A carne assada de ontem (no caso, um pedaço de ponta de peito que foi assado com alecrim, cebolas inteiras e batatas coradas) já estava cozida e bem temperada, de modos que foi só cortá-la em cubinhos e levar à panela com cebola e alho até refogar. Depois, foi só juntar os pedaços de mandioca, já cozidos, que sobraram do escondidinho, colocar um bom tanto de caldo de carne e colocar na pressão - tempo suficiente para a mandioca desmanchar quase que completamente (eu gosto de deixar alguns pedacinhos).
Como a fome era muita e a mandioca não era tanta, juntei ainda macarrão conchinha para sopa, desliguei o fogo e finalizei com bastante cebolinha e pimenta do reino.
Ah esse frio! Se há uma coisa boa nele é esse festival de sopinhas fumegantes.
*miacabo!
Uma de minhas maiores especilidades na cozinha é produzir gororobas recicladas. Isso porque eu simplesmente detesto comida requentada. Sabe aquele macarrão que o povo esquenta tudo junto, molho e massa, direto na panela? Aquilo que dá arrepios!
Por conta dessa aversão criei o dom de desenvolver novas comidas a partir de velhas comidas e minha maior especialidade é o Res'dontê, prato muito fino inspirado na culinária francesa (hohoho) feito com arroz velho.
Existem muitas maneiras de fazer o Res'dontê e a forma mais tradicional dele leva o nome pimpão de arroz à grega e pode ser nada mais nada menos do que o bom e velho arroz pronto reciclado. Eu faço um refogado com cebola, cenoura raladinha, pimentão verde e vermelho em cubinhos, ervilha, milho e o que mais tiver dando sopa na minha geladeira. Faz o refogado, junta um tablete de caldo de legumes, espera cozinhar mas não deixa secar completamente e junta no arroz.
Pronto! Arroz à Grega com cara de novo. Existe uma variação que eu faço com curry ou açafrão... depende do meu estado de espírito....hohoho. Nesse caso, é só juntar um dos dois no refogado. Just it.
Outra versão, a minha preferida, você faz pegando o arroz velho e misturando nele ovos batidos com sal, salsinha, cebolinha (como se fosse para fazer uma omelete), queijo ralado (parmesão se tiver, senão manda bala naquele de saquinho mesmo), mistura tudo, bota numa travessa, cobre com fatias de mussarella e leva ao forno só o tempo suficiente para cozinhar o ovo e derreter o queijo. É importante que o ovo seja suficiente para envolver bem o arroz e deixá-lo bem molhado para que os grãos não ressequem no forno tá?
No mesmo estilo dá pra fazer Res'dontê dourando bastante cebola picadinha na manteiga (dá pra fazer com um pouquinho de açucar queimado também que fica delicious), joga lá dois ovinhos, faz um mexidinho, tempera com sal, pimentinha branca, muita salsinha e cebolinha, mistura tudo ao arroz, põe mais um pouco de manteiga e leva ao forno para esquentar.
Assim como o Res'dontê tem inspiração na França, o Soborô é a sua versão oriental e segue a mesma linha. Sabe o arroz velho e o franguinho que sobrou? Vira Soborô de frango, uma espécie de risoto pobre. O mesmo vale para sobras de carne de panela que, misturados ao arroz e com um pouco de criatividade ficam ótimos como Soborô ou ainda se acrescentado farinha de milho ou mandioca dão vez a uma deliciosa farofinha.
"Chamamos de créole a culinária que encontramos hoje nas ilhas da América Central e que teve origem na miscigenação de culturas na época de suas colonizações. É uma comida saborosa, picante, rica em especiarias, e seus ingredientes mais freqüentes são peixes, frutos do mar (em particular camarões), carne de porco, arroz, feijão, frutas, pimentão, quiabo, mandioca, tomate, cebola, cebolinha, cravo, pimenta-caiena e coentro. "
Fonte: Culinária Terra
pois bem, jambalaya é um dos pratos mais típicos da cozinha creole, muito apreciado lááááááá em new orleans (no estado da louisiana-eua) às margens do mississipi, ao som do bom e velho jazz. nunca fui lá, mas já comi muita jambalaya. foi a praticidade do prato único, feito à base de camarão, e sua caracterísitica picante, que me fizeram optar por esse prato para a minha sugestão de menu do dia dos namorados.
abaixo a receita do gato do olivier anquier:
Jambalaya
Ingredientes:
• 2 colheres (sopa) de óleo
• 300 g de lingüiça cortadinha
• 1/2 xícara de aipo cortadinho
• 1 cebola pequena picadinha
• 1 pimentão verde ou vermelho picadinho
• 1 dente de alho bem picadinho
• 1 3/4 xícara de caldo de galinha
• 3 tomates sem pele bem maduros e picados
• 1 folha de louro
• 1/4 colher (chá) de molho de pimenta (Tabasco)
• 1/4 colher (chá) de orégano
• 1/4 colher (chá) de tomilho
• Pimenta, sal e especiarias a gosto
• 1 xícara de arroz crú
• 250 g de camarão miúdo limpo e sem cascas
• 2 peitos de frango cortados em cubinhos
• Cebolinha verde e salsinha a gosto.
Prepare assim:
• Frite o frango no óleo e quando estiver dourado acrescente a lingüiça, a cebola, o alho, o pimentão e o aipo;
• Adicione o tomate, o caldo de galinha, a folha de louro, o óregano, o tomilho, a pimenta e mexa bem;
• Levante fervura e deixe ferver por 10 minutos, mexendo ocasionalmente;
• Acrescente o arroz cru e cozinhe por 15 minutos;
• Adicione o camarão e deixe por mais uns 5 minutos ou até o arroz estiver cozido;
• Apague o fogo e deixe a panela descansar destampada por 10 minutos;
• Retire a folha do louro e ponha a cebolinha verde a salsinha a gosto.
eu adoro esse negócio! mas há variantes para a receita. quer uma sugestão? faça uma pesquisa no google sobre creole cuisine/ cozinha creole/ creole cajun e viaje nessa deliciosa aventura...
Mais do que os tradiconais restaurantes de comida baiana, eu recomendo para qualquer visitante que venha a Salvador experimentar os nossos restaurantes de comida nordestina/ sertaneja. Nesta ordem: Gibão de Couro, A Porteira, Picuí.
Almoçando no Porteira do Dique do Tororó no último domingo, experimentei por recomendação de Nanã essa maravilha. Degustando e fuçando no prato entendi o processo e hoje resolvi produzir a receita como acompanhamento da minha indefectível carne do sol que hoje foi feita da forma mais saborosa na minha opinião: assada inteira com cebola roxa (ói ela lá atrás de coadjuvante).
O pirão de queijo coalho é uma variação do pirão de leite que eu já ensinei aqui. Numa panela coloque tantas colheres de sopa de farinha de mandioca da boa, muito boa, quantas forem as pessoas, ou seja, uma colher por pessoa. Você verá que a farinha quando misturada com o leite aumenta umas 4 vezes! Então, misture 1 1/2 xícara de leite para cada 3 colheres e homogeinize. Só depois leve ao fogo baixo mexendo sem parar. Agora é hora de encontrar o seu ponto desejado. Isso pode significar mais leite. Vai colocando devagar. Quando o pirão atingir o ponto desejado, desligue o fogo e acrescente manteiga de garrafa e cubos de queijo coalho a gosto. Jogue imediatamento no pratoe rale mais queijo coalho por cima ainda quente.
Se liguem:
1. Fez pirão não precisa fazer arroz. Ídem para o purê de batatas e companhia. Lembrem-se das promessas de fim de ano.
2. Pirão de leite só com manteiga de garrafa. Se não tiver em casa, adie a receita. Vai por mim, gata.
Eu sou louca por carne do sol. Prefiro as magras e pouco salgadas, daquelas que só precisa deixar num molho de 30 minutos e tá de bôua. Uma boa carne do sol, depois de cortada à sua preferência deve ser colocada numa frigideira com fogo baixo até que o excesso de água se desprenda e evapore. Depois acrescenta-se o óleo de sua preferência ou manteiga de garrafa para fritar um pouco (como ela já cozinhou enquanto soltava a água, não precisa fritar muito para que não fique ressecada). Quando ela está quase no ponto, é hora de acrescentar cebola muita, de preferência roxa, e deixar fritar mais um bocadinho. Tá pronta a carne do sol.
Para acompanhar, purê de aipim, farofa d'água, ou pirão de leite, que foi a minha escolha de hoje.
Pirão de leite se faz assim: Para duas pessoas, misture 2 colheres de sopa cheias de farinha de mandioca da boa e acrescente leite até que a mistura fique homogênea sem ficar rala. Leve ao fogo para engrossar e controle o ponto desejado. Se necessário acrescente mais leite. Desligue o fogo e acrescente manteiga (de garrafa preferencialmente) e sal. Acabou.
Hoje resolvi fazer também uma vinagrete com caminha de agrião e aquele arroz Blue Ville aromatizado de cenoura. Ficou bom à beça.
Olá Rainhas, desde que enviei a receita do Tempero Caseiro da mamãe o meu pai tá com um ciúme doido, porque é ele quem cozinha muitas das delícias que saem em casa. Então, decidi que iria registrar a receita do Biscoito de Queijo Mineiro, uma das maravilhas que meu pai, que é padeiro há quase 50 anos, sabe fazer (até uniforme novo foi usado, pra aparecer no Rainhas). Vamos à receita:
Em uma vasilha grande coloque:
8 ovos (meu pai usou ovos caipiras, por isso foram necessários 10 ovos)
400g de queijo Araxá (rale na hora, se possível)
20g de sal (1 colher de sopa rasa), mas pode variar, vai depender de quanto sal tem o queijo
1Kg de Fécula de mandioca (uma espécie de polvilho, só que ainda mais fino)
100g de amido de milho (Maizena)
400g de margarina (de preferência Qualy ou Doriana)
Misture os ingredientes com a mão e, se houver necessidade, acrescente um pouco de leite até dar o ponto (a massa deve ficar bem lisa, um pouco quebradiça, parecida com Biscuit)
Enrole os biscoitos em forma de argolas (deixe as argolas bem gordinhas, para que não fique ressecado)
Disponha em assadeiras e leve ao forno pré-aquecido (180°) por aproximadamente 25min.
Fácil, não? E o resultado, hum!!!
Saindo do forno são uma delícia, mas caso sobre algum, duram até 1 semana sem estragar. É só esquentar no microondas (eles voltam a ficar macios).
Flaviana
Tutu bom é aquele que a gente faz com sobra de feijão preto com sabor bem apurado de carne seca, mas você pode fazer um gostoso tutu partindo do zero também.
Basta cozinhar na pressão duas xícaras de feijão (rende 6 porções generosas) com duas folhas de louro e 1 tablete de carne. Depois bate no liquidificador com um pouco de caldo até obter um purê macio. Reserve. Numa panela à parte reduza cubinhos de bacon, escorra a gordura do mal, acrescente cubinhos de linguiça, reduza, escorra a gordura do mal, some manteiga de garrafa, refogue cebola picadérrima, meia lata de tomate sem pele, muito coentro picado, e refoga mais um pouco. Agora, abaixe o fogo, some o purê e mexa energicamente. Com a outra mão deixe cair sobre a mistura uma chuva fina de farinha de mandioca da boa, bem torradinha. Algo em torno de 1 colher de sopa, bem pouquinho mesmo.
Ornamente o seu tutu com ovo cozido e mais coentro. Os mineiros, donos da receita, que sabem tudo sobre tutu, recomendam costelinhas de porco e couve como acompanhamento. Eu fui de lombo de porco (receita na sequência) e arroz branco e pirei, imagine se tivesse couve!
Por aqui o tipo mais consumido com certeza é o carioca, aquele que a gente prepara no dia-a-dia, com caldo grosso, bem temperadinho e que também vai na sopa. Mas não é porque o feijão é comum que precisa ter sempre a mesma cara né comadre? Dá para usar folhas de louro (que eu acho perfeitas para feijão), salsinha picadinha, bacon e linguiças.
Eu já vi até gente que botava tomate e pimentão no feijão! Não é bem a minha praia mas ruim também não fica não.
O feijão já temperado e não consumido não precisa necessariamente virar um potinho no freezer. Feijão velho vira tutu facinho!
Eu não saberia dizer com precisão qual a consistência do tutu pois já comi dos mais sequinhos até os bem molinhos que mais lembram angu mas que ainda assim são chamados por aqui de tutu ou virado de feijão. O que eu sei é que as sobras de feijão lá de casa viram o que eu tiver disponível na geladeira ou no armário - viram sopas com legumes ou tutus, tanto com farinha de milho quanto com farinha de mandioca.
Outros tipos que encontramos fácil aqui são o rosinha, o roxinho e o jalo, que eu gosto bastante porque tem os grãos maiores e forma um caldo bem encorpado.
Claro que rola também o branco, que fica supimpa para saladas e ensopados com carnes e o preto, of course, que eu não me prendo a nenhuma regra e cozinho no dia-a-dia na boua, e não só na feijuca.
Aqui também aparece o fradinho que é o meu preferido para saladinhas e também vai bem na farofa. Os de corda se encontra nas casas do Norte e em alguns ambulantes do centro e do Largo 13 de Maio - não tem lá uma procedência muito confiável mas, se bem comprado, vira a farofa mais tchap tchura do pedaço, que você faz fritando alho e cebola em bastante manteiga, acrescentando os grãos já cozidos e escorridos, temperando com coentro e finalizando com farinha de mandioca e pimentinha. Dá pra incrementar muito mais mas, como já dizia alguém cujo nome eu não me lembro agora (hohoho), é na simplicidade que mora a felicidade. E quem há de discordar né mesmo?
E segue a dieta... meio aos trancos e barrancos com "leves" deslizes pelo Ráscal, pelo Bexiga e pelo Pizza Hut da vida (cof, cof, cof) mas... 'tamos aí :)
Tabule é uma boa pedida para esse momento porque é fácil de fazer, é fresquinho e não é uma bomba calórica, né? É só deixar o trigo de molho conforme instruções da embalagem e depois temperar com limão, azeite, sal e pimenta síria e juntar tomate sem semente picadinho, pepino (eu só gosto do japonês) sem a semente também picado e, se quiser, alface rasgada (que eu não tinha). Muitas vezes me dá na telha e eu acrescento pimentões bem picadinhos e, quando estou afins, também rola uma cebola picada fininha. Ah! Também tem que botar bastante hortelã fresquinho - tabule sem hortelã fica xoxo =)
Eu comi com creme azedo e pão sírio integral torradinho e nada mais, mas tabule é uma boa maneira de variar a salada do dia a dia também.
Com isso, sigo tentando me livrar dos excessos, embora a chuva torrencial e insistente lá fora só me faça pensar em uma sopa... de mandioca com costelinha! Rá! =)
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Oração para o dia de hoje:
Senhor, se eu não puder emagrecer, faz engordar todas as minhas amigas. Hohoho.
Amém :)