17/03:
Seção: Cardápio de Rainha
Postado por: Faby
Pudim de pão com calda de vinho do Porto

Provavelmente você já deve ter encontrado na net, principalmente entre os blogs de comer (que aliás, tem certas tendências, épocas em que dominam um ou outro prato), alguma receita gringa de pudim de pão, especialmente as inglesas. Bom, pra mim tem uma coisa certa: aquelas receitas com cara de pão molhado no leite, embebido num creme molenga, disfarçado com outros e outros quetais, a mi no me gusta. Essa coisa de pão molhado é uma das coisas que eu sinceramente não entendo na culinária (arroz doce é outra), por isso, esse tipo de pudding passa longe, léguas, da minha cozinha.
A minha receita de pudim de pão é das clássicas, brasileiras mesmo, com cara de interior, cara de vó (aliás, a minha é mesmo da minha vó). Trata-se tão somente de um doce bem rústico, de consistência meio durinha e que agrada quem, assim como eu, gosta de doce não muito... doce.
Vez ou outra eu dou uns pitacos na receita da vó e faço um pudim meio dela, meio meu. Esse aqui foi assim - a receita da vó e uma calda que eu inventei na hora. E o danado ficou bem gostoso ;)
Deixei 2 pãezinhos franceses de molho no leite (suficiente para deixá-lo empapado) com as raspas da fava de uma baunilha. Levei para o liquidificador com 1 copo americano de leite, 1 de farinha, 1 de açucar e 2 ovos inteiros. No final, transferi para uma travessa e acrescentei cravos e um punhado de frutas cristalizadas, que são opcionais (eu sei que tem gente cheia de má-querência com as frutinhas cristalizadas). Misturei tudo e coloquei numa fôrma de buraco, onde eu já tinha feito um tantinho de nada de calda caramelada, só para forrar mesmo a forma, já que minha idéia era fazer uma calda à parte. Então, levei a fôrma de buraco para o forno pré-aquecido, dentro de uma outra fôrma com água morna e deixei que ele assasse até passar pelo teste do palito.

Para fazer a calda de vinho eu misturei açucar branco e açucar mascavo com um tanto de água, tudo na base do olhômetro mesmo, e levei ao fogo por uns 5 minutos, até que começasse a engrossar levemente (bem levemente mesmo). Juntei o vinho do Porto (usei o Valduga branco), esperei evaporar só um bocadinho, desliguei e foi! Esperei esfriar e levei à geladeira e foi aí que ele deu uma engrossadinha mais batuta e ficou no ponto perfeito da calda que eu tinha imaginado - uma calda brilhante, linda de viver. Afff, eu adoro quando uma calda fica assim, linda. Rá!
Na hora de servir o pudim, foi só jogar a calda de Porto à gosto do freguês e ser feliz, simples assim :)
dicas de rainha:
:: essa receita dá um pudim pequeno, mais fininho (eu gosto porque lá em casa não consumimos muito doce mesmo), para um pudim maior e mais bonitão, dobre a receita.
:: as frutas cristalizadas podem ser substituidas por uva passa branca, sem semente.

Provavelmente você já deve ter encontrado na net, principalmente entre os blogs de comer (que aliás, tem certas tendências, épocas em que dominam um ou outro prato), alguma receita gringa de pudim de pão, especialmente as inglesas. Bom, pra mim tem uma coisa certa: aquelas receitas com cara de pão molhado no leite, embebido num creme molenga, disfarçado com outros e outros quetais, a mi no me gusta. Essa coisa de pão molhado é uma das coisas que eu sinceramente não entendo na culinária (arroz doce é outra), por isso, esse tipo de pudding passa longe, léguas, da minha cozinha.
A minha receita de pudim de pão é das clássicas, brasileiras mesmo, com cara de interior, cara de vó (aliás, a minha é mesmo da minha vó). Trata-se tão somente de um doce bem rústico, de consistência meio durinha e que agrada quem, assim como eu, gosta de doce não muito... doce.
Vez ou outra eu dou uns pitacos na receita da vó e faço um pudim meio dela, meio meu. Esse aqui foi assim - a receita da vó e uma calda que eu inventei na hora. E o danado ficou bem gostoso ;)
Deixei 2 pãezinhos franceses de molho no leite (suficiente para deixá-lo empapado) com as raspas da fava de uma baunilha. Levei para o liquidificador com 1 copo americano de leite, 1 de farinha, 1 de açucar e 2 ovos inteiros. No final, transferi para uma travessa e acrescentei cravos e um punhado de frutas cristalizadas, que são opcionais (eu sei que tem gente cheia de má-querência com as frutinhas cristalizadas). Misturei tudo e coloquei numa fôrma de buraco, onde eu já tinha feito um tantinho de nada de calda caramelada, só para forrar mesmo a forma, já que minha idéia era fazer uma calda à parte. Então, levei a fôrma de buraco para o forno pré-aquecido, dentro de uma outra fôrma com água morna e deixei que ele assasse até passar pelo teste do palito.

Para fazer a calda de vinho eu misturei açucar branco e açucar mascavo com um tanto de água, tudo na base do olhômetro mesmo, e levei ao fogo por uns 5 minutos, até que começasse a engrossar levemente (bem levemente mesmo). Juntei o vinho do Porto (usei o Valduga branco), esperei evaporar só um bocadinho, desliguei e foi! Esperei esfriar e levei à geladeira e foi aí que ele deu uma engrossadinha mais batuta e ficou no ponto perfeito da calda que eu tinha imaginado - uma calda brilhante, linda de viver. Afff, eu adoro quando uma calda fica assim, linda. Rá!
Na hora de servir o pudim, foi só jogar a calda de Porto à gosto do freguês e ser feliz, simples assim :)
dicas de rainha:
:: essa receita dá um pudim pequeno, mais fininho (eu gosto porque lá em casa não consumimos muito doce mesmo), para um pudim maior e mais bonitão, dobre a receita.
:: as frutas cristalizadas podem ser substituidas por uva passa branca, sem semente.



Pichula wrote: